O Banco de Moçambique (BdM) defende o uso responsável da Inteligência Artificial (IA) no sistema financeiro nacional, considerando que pode desempenhar um papel importante na tomada de decisões, na protecção dos usuários e no combate às fraudes financeiras.
A posição foi defendida por Pinho Ribeiro, director do Departamento de Estudos Económicos do Banco de Moçambique, durante a 17.ª edição das Jornadas Científicas, realizada semana finda, na Matola, província de Maputo.
Na ocasião, Ribeiro explicou que a IA deixou de ser um tema do futuro e passou a fazer parte da realidade actual, razão pela qual o BdM está a promover reflexões sobre a sua utilização responsável e segura. Segundo Ribeiro, o banco reconhece a utilidade da Inteligência Artificial para a tomada de decisão e para a protecção dos direitos do consumidor, mas também que esta tecnologia apresenta desafios e riscos que devem ser considerados.
“O Banco de Moçambique não está a implementar um sistema específico de IA para combater fraudes. O papel da instituição passa pela regulamentação e orientação da utilização destas tecnologias pelas instituições financeiras”, referiu.
Destacou que o Banco Central já aprovou uma política de utilização desta ferramenta visando garantir que a sua adopção ocorra de forma controlada e responsável, sem causar prejuízos aos consumidores dos produtos e serviços financeiros.
No âmbito da transformação digital, contou que o BdM já introduziu um chatbot (programa de computador projectado para simular conversas com humanos), respondendo a perguntas ou executando tarefas de forma automatizada baseado em Inteligência Artificial para responder às preocupações dos cidadãos. Além disso, segundo suas palavras, a instituição continua a promover debates e iniciativas de sensibilização sobre o potencial da tecnologia para apoiar tanto os bancos comerciais, assim como os usuários na tomada de decisões.
RISCOS
Pinho Ribeiro alertou para os riscos associados à utilização inadequada da Inteligência Artificial, sobretudo no domínio da cibersegurança. Leia mais…



