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Da enfermagem a chef de cozinha

Por Jornal domingo
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Mais do que uma arte de transformar ingredientes convencionais em experiências únicas, a culinária envolve o uso de métodos de preparo e técnicas de criação de sabores e a valorização de alimentos que, muitas vezes, passam despercebidos. É uma forma de representar a identidade cultural e as tradições transmitidas de geração em geração.

É o caminho que Anastácio Arlindo Parruque, ou simplesmente chef Parruque, decidiu percorrer, ao deixar para trás as formações nos cursos de Electricidade e Enfermagem. Sua afeição pela culinária começou ainda na adolescência, quando se via obrigado a exercer actividades domésticas na sua residência, inclusive cozinhar.

“Minha mãe só teve filhos rapazes, então alguém dentre nós tinha que fazer os deveres de casa e cozinhar, e essa pessoa era eu. Sempre garantia que, no seu regresso, encontrasse tudo organizado e a comida pronta, daí descobri que tenho talento para confeccionar os alimentos com mestria”, recorda em entrevista ao domingo.

O amor pela culinária foi se tornando ainda mais notório, quando de tarefa obrigatória, cozinhar passou a ser uma terapia e o que mais gostava de fazer nos tempos livres, incluindo em eventos familiares. Em 2008 decidiu profissionalizar-se na área.

Fez o curso intensivo de culinária e quatro anos depois conseguiu o seu primeiro emprego em um restaurante. Um caminho abria-se para o início de uma jornada que o tornaria num chefe de cozinha, com domínio dos melhores temperos e pratos. Parruque trabalhou durante alguns anos naquele local de degustação e lazer.

No entanto, seu talento começou a ser reconhecido e seus trabalhos requisitados fora daquele espaço, o que imediatamente o obrigou a desvincular-se do restaurante e seguir sua profissão por conta própria. Leia mais…

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