- Eldevina Materula, directora artística do Xiquitsi e antiga ministra da Cultura e Turismo
TEXTO DE NEYMA DE JESUS
O boísta, professora de música, gestora cultural e ex-ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, ou simplesmente Kika Materula no mundo das artes, construiu um percurso pouco comum no panorama artístico moçambicano.
Aos 13 anos foi a Portugal, onde ingressou na Escola Profissional de Música de Évora, mais tarde, para Escola Superior de Música de Lisboa. Recebeu distinções como o Prémio Jovens Músicos, na categoria de Oboé em 2001 e em 2016 foi condecorada com a Medalha de Mérito pelo Presidente de Portugal.
Actuou em grandes palcos em países da América, Europa e África e em orquestras internacionais como Gulbenkian, Orquestra Sinfónica da Bahia, Malmo Opera Orchestra, entre outros. Enquanto docente, trabalhou na Escola Profissional de Música de Évora, na Escola de Música de Palmela, no Projecto Neojibá (Brasil) e na Academia de Música Costa Cabral.
Nesta entrevista conta-nos um pouco a sua história com a música, os desafios de deixar Moçambique ainda adolescente, as aprendizagens adquiridas dentro e fora do país, o impacto do Xiquitsi na vida de crianças e jovens e a necessidade de construir uma indústria cultural mais sólida e sustentável.
A conversa gira também em torno da sua passagem pelo Governo, pelos avanços alcançados durante o mandato e pela visão que continua a defender para o futuro da cultura moçambicana.
“Kika Materula ingressou na música aos sete anos e na adolescência parte para Portugal. Uma menina de 13 anos num país totalmente diferente. Fale-nos um pouco sobre essa trajectória”.Leia mais…



