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VÍTIMA DA EXPLOSÃO DO PAIOL: Cicatrizes que atravessaram o tempo

Por Jornal domingo
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TEXTO DE REGINA NAETE
regina.naete@snoticias.co.mz

Elisa Gordo, a menina que há 19 anos perdeu quase tudo – mãe, irmãos, lar e parte de seus membros superiores – no acidente do Paiol de Malhazine, tornou-se mulher e com convicções fortes. Sua dor ajudou-lhe a descobrir-se e a lapidar-se. Formou-se em Direito com excelência, tornou-se activista em defesa de pessoas com deficiência física. Aquando da conversa com domingo estava de malas arrumadas com destino às terras lusas para uma pós-graduação em Liderança Comunitária e Inovação Social.

Apesar destas conquistas, reconhece que o episódio do dia 22 de Março de 2007 se reflectirá para sempre na sua mente e vida.

A decisão de licenciar-se em Direito e ser activista foi uma das formas de reconhecer quem ela se tornou e pretende ser na vida: a guardiã dos direitos de algumas minorias no seu país, particular mente as de pessoas com deficiência.

Elisa tinha apenas três anos de idade quando o paiol arrancou-lhe a mãe e os três irmãos e, desde então, viu sua vida mudar a 360 graus . Uma reviravolta em todos os sentidos. Estava a brincar com os seus amigos na parte traseira do quintal da sua casa, no bairro de Magoanine. Sua mãe e irmãos mais velhos encontravam-se do outro lado da casa, concentrados nas tarefas domésticas. Elisa diz recordar-se que enquanto brincava, foi surpreendida por gritos que, imediatamente, roubaram a sua atenção. “Tudo começou tão devagar. Do nada vi muitas pessoas a gritarem e a correrem de um lado para o outro. Os pais puxavam seus filhos à busca de um lugar para se abrigar”, lembra. Leia mais…

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