A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, defendeu ontem, em Gaborone, Botswana, o envolvimento dos homens, jovens e crianças nas acções de prevenção e combate à violência baseada no género, considerando que a mudança de comportamentos deve começar no seio das famílias e abranger toda a sociedade.
Falando durante uma cerimónia de angariação de fundos destinada ao apoio às mulheres vítimas de violência baseada no género, evento para o qual foi convidada no quadro da sua visita ao Botswana, Gueta Chapo apelou à união de famílias, comunidades, autoridades policiais, líderes comunitários e religiosos para a protecção das vítimas e prevenção de novos casos.
“Não venho apenas visitar uma instituição, viemos encontrar pessoas, histórias, testemunhar vidas que enfrentam a dor, e apesar delas, as pessoas continuam a viver e continuam a ter esperança”, afirmou a Primeira-Dama, ao destacar a importância do apoio às vítimas de violência.
Gueta Chapo sublinhou que nenhuma mulher, criança ou adolescente deve enfrentar situações de violência sem apoio, defendendo uma resposta colectiva. “Não estão sozinhas”, disse, apelando à mobilização de diferentes segmentos da sociedade para fazer face ao fenómeno.
Na ocasião, a Primeira-Dama de Moçambique denunciou casos de violência sexual contra crianças e mulheres, incluindo situações atribuídas a pais, líderes religiosos e professores, alertando que os comportamentos dos adultos influenciam a formação das crianças.
“Mas se as crianças já estão a fazer isso é porque viram de nós adultos. Tudo o que nós fazemos como adultos, as crianças também copiam”, afirmou Gueta Chapo, defendendo que a prevenção deve começar dentro dos lares, através de relações baseadas no respeito e na não-violência.
A Primeira-Dama considerou igualmente necessário envolver os homens nas campanhas de prevenção, incluindo marchas e outras iniciativas de sensibilização. “Sozinhas não vamos vencer”, afirmou, acrescentando que homens, jovens e crianças devem participar deste esforço para que cresçam conscientes de que a violência constitui uma prática errada.
Sobre a experiência de Moçambique, Gueta Chapo informou que o país dispõe de 27 centros integrados de atendimento às pessoas vítimas de violência, distribuídos por diferentes pontos do território nacional, e manifestou o compromisso de continuar a apoiar o Governo na expansão destes serviços.
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