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As alianças de Venâncio para enfraquecer o Sacro Império

Por Jornal domingo
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Temo-las visto, ao longo de épocas, alianças das mais improváveis, algumas mais inesperadas que outras, como a de Francisco I da França, que chocou a Europa, em 1536, ao estabelecer a famosa Aliança Franco-Otomana com o sultão Suleimão, o Magnífico, tudo conveniência para enfraquecer o poder do imperador Carlos V, do Sacro Império.

Aos dias que correm, Bula-Bula encontra similitudes bizarras, quase tão aberrantes quanto às do rei católico que se aliou a um líder otomano para enfraquecer outro reino, no caso parecendo que a calorosa recepção de Paulo Rangel, ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, ao agora arguido Venâncio António Bila Mondlane, configura uma desesperada busca por alianças perante a proximidade do seu julgamento.

Ainda assim, Bula-Bula acha que Paulo Rangel podia muito bem ter-se poupado a estas convizinhanças com querelados, até para salvaguarda das relações diplomáticas entre Maputo e Lisboa. Mas não, tendo falhado o encontro de Janeiro de 2025, o voluntarioso MNE português entendeu que devia responder às críticas de Venâncio, ao tempo, recebendo-o agora no seu gabinete, com sorriso de orelha a orelha.

Bula-Bula não tem nada contra a agenda do ministro Rangel, nem sequer nada contra qualquer aliança entre otomanos e cristãos, mas reserva-se no direito de achar que o Francisco desta estória poderia muito bem ter exercido o direito ao recato, e ao bom tino, contendo o entusiasmo e as gargalhadas, como claramente o demonstra na imagem, muito caloroso, muito afectuoso, quase amorável! Leia mais…

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