Não é costume de Bula-Bula mascatear sobre os outros, sobretudo quando os outros são os tais fantasmas da colonização, aqueles que ainda guardam ressentimentos, que propalam aos quatro ventos os seus desgostos imperiais, que destilam ressaibos e raivas incontroláveis, como se as vítimas, os colonizados e espoliados, fossem os culpados da longa noite colonial!
Ultimamente, mas vezes sem conta, esta narrativa desmiolada tem sido defendida pelas achegas do costume, repositórios dessa nova bandeira do populismo irresponsável, da cabrita política que não tem limites.
Bula-Bula confessa que não gosta do Chega, não simpatiza com as suas ideias, até porque emaranhas e embrulhadas em discursos de ódio, muitas vezes de racismo. E ficávamo-nos por aqui, pelo não gostar, se Bula-Bula não sentisse que estão a marrar connosco, que isto é gozar com quem trabalha, para parafrasear o Ricardo Araújo, que também não gosta do Chega e, vezes sem conta, expõe ao ridículo as diabruras do partido de André Ventura, desde a gatunagem do deputado Miguel Arruda, que roubava malas na Portela, à falta de escrúpulos de Mafalda Guerra, militante do Chega, enérgica no discurso anti-imigração, que detinha casas clandestinas para… imigrantes!
Bula-Bula sequer queria reagir sobre o hebetismo de André Ventura, quando em paródia de abóbora-de-anta disse que as ex-colónias deviam indemnizar Portugal pelos prédios construídos, pelas estradas, pelas barragens e por tudo os outros. Só faltou dizer que o país colonizador devia ser ressarcido pelo sofrimento, pela humilhação e pelas chibatadas que infligiu às populações colonizadas!
Mais recente, veio à jusante desta leva de sandices um outro protagonista, por acaso o seu vice-presidente, Pedro Frazão, médico-veterinário com injúrias de embaraçar até o animal mais selvagem, mais bárbaro que fosse da sua lista de pacientes, desde o primata mais antropóide ao jumento mais obstinado. Leia mais…



