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XAI-XAI E CHONGOENE: Transportadores de passageiros paralisam actividades

Por Jornal domingo
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A cidade de Xai-Xai e o distrito de Chongoene, na província de Gaza, acordaram na manhã desta segunda-feira com a paralisação quase total dos transportes semi-colectivos de passageiros, devido a greve dos operadores das viaturas, motivada pela subida do preço dos combustíveis.

Os operadores de transporte alegam que o aumento dos custos operacionais,está a tornar a actividade insustentável.

Eles exigem a revisão das tarifas actualmente praticadas, pelo transporte de pessoas, Nas primeiras horas do dia, várias paragens registaram enchentes de passageiros que aguardavam transporte para diferentes pontos da cidade e distritos vizinhos.

O cenário vivido foi marcado pela ausência quase total de chapas nas estradas, afectando sobretudo trabalhadores, estudantes e outros cidadãos que dependem diariamente deste serviço para as suas deslocações.

Apenas alguns transportes inter-distritais e táxi-motas continuaram a operar, aproveitando a elevada procura para aumentar os seus rendimentos durante a crise, entretanto, alguns operadores que decidiram circular estão a cobrar tarifas acima do habitual.

Na rota de Chongoene, por exemplo, o preço da viagem passou de 25 para 50 meticais. Já no trajecto Patrice Lumumba–cidade, a tarifa subiu de 17 para 20 meticais, na rota da Praia, os passageiros passaram a pagar 25 meticais, contra os anteriores 20 meticais.

Transportadores ouvidos pelo domingo afirmam que, caso não haja uma revisão dos preços dos combustíveis e das tarifas de transporte, os próximos dias poderão ser difíceis para a população.

Segundo os operadores, o actual custo do combustível reduziu significativamente as receitas da actividade.

Um dos utentes afectados, Natercio Nhatumbo, contou que permaneceu mais de uma hora numa paragem à espera de transporte para o serviço.

“A situação não está boa. Nenhum carro está a circular e os poucos que aparecem cobram 50 meticais. É um valor muito alto para o bolso do cidadão que depende diariamente do transporte para chegar ao trabalho”, lamentou.

Por sua vez, o director provincial dos Transportes e Logística em Gaza, Carlos Ofiso, afirmou que as autoridades estão a desenvolver um trabalho multissectorial envolvendo associações de transportadores, o município e a Polícia de Trânsito, com vista a sensibilizar os operadores a retomarem a actividade.

Segundo o responsável, a greve não constitui solução para o problema e acaba por comprometer o desenvolvimento e a mobilidade da população.

Relativamente ao processo de subsídios anunciado pelo Ministério dos Transportes e Logística, Carlos Ofiso explicou que decorre actualmente o cadastro dos operadores que actuam dentro da cidade.

“Apelamos à paciência e calma por parte dos operadores, para que voltem a garantir a mobilidade dos utentes sem especulação dos preços”, concluiu.

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