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Artistas recontam ecos da vitória

Por Jornal domingo
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TEXTO DE REGINA NAETE

A Independência Nacional de Moçambique, assinalada a 25 de Junho de 1975, proclamada solenemente pelo Presidente Samora Moisés Machel, no então Estádio da Machava, trouxe avanços e mudanças em diversas esferas, desde social, política, económica e, também, cultural.

Este marco de há 51 anos levou, semana finda, renomados artistas de diferentes manifestações culturais a relembrar os momentos que caracterizaram a efeméride, num debate sob o tema: “Memórias da nossa Independência”, em homenagem aos heróis da luta de libertação nacional.

Oradores como Gilberto Mendes e João Manja, do teatro, a cantora Rosália Mboa e a dançarina Pérola Jaime deram voz ao assunto. Para viajar nos episódios antes da independência, o actor e encenador Gilberto Mendes recordou os momentos de tensão e muita agitação que ainda pairam na sua mente.

Disse que em 1975 tinha 8 anos, mas que no ano anterior, isto é, em 1974, por ocasião da assinatura dos Acordos de Lusaka, acompanhou a chegada dos guerrilheiros da Frente de Libertação de Moçambique, em que um dos comandantes, Raul Guezimane, era sobrinho do seu pai, que os orientou a irem viver no quartel de Boane, junto dos soldados.

“Lembro-me que em 1974, por conta desse levantamento, tomou-se as instalações do então Rádio Clube de Moçambique (hoje Rádio Moçambique), com o objectivo de impedir a consumação da Independência Nacional, nos moldes acordados em Lusaka, o que tornou tenso o ambiente no quartel”.  Leia mais…

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