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Restos mortais do Cardeal Dom Júlio Langa sepultados em Chongoene

Por Jornal domingo
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Foram ontem a enterrar, no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, em Chongoene, província de Gaza, os restos mortais do Cardeal Dom Júlio Langa, que perdeu a vida recentemente, no Hospital Central de Maputo, vítima de doenca, numa cerimónia marcada por momentos de oração, homenagem e profunda comoção.

As cerimónias fúnebres, que contaram com a presença de membros da Igreja Católica, autoridades governamentais, familiares, amigos e milhares de fiéis provenientes de diversos pontos do país, foram marcadas, igualmente, por apresentação de mensagens de despedidas.

O Papa Leão XV, na sua mensagem de condolências, destacou a profunda união espiritual que ligava Dom Júlio Langa ao povo que lhe foi confiado, sublinhando que oprelado se entregou ao seu ministério com simplicidade, dedicação e perseverança.

O Sumo Pontífice afirmou ainda que, neste momento de dor e esperança na ressurreição, a igreja louva a Deus pelo sacerdócio e testemunho de Dom Júlio ao serviço de Moçambique e da Igreja Universal. Durante a homilia, o administrador apostólico da Diocese de Xai-Xai, Dom Francisco Chimoio, agradeceu a todos os crentes pela proximidade e solidariedade demonstradas ao longo dos dias de luto.

Segundo afirmou, Dom Júlio foi um homem conhecido e amado pelo seu povo, tendo igualmente sabido acolher e repartir o amor que recebeu, desde o seu baptismo.

“O seu ministério foi profundamente marcado pela proximidade às populações mais pobres. Não exerceu o episcopado à distância, mas caminhou com o seu povo, conhecendo os seus sofrimentos e alegrias, partilhando as suas dificuldades e alimentando as suas esperanças”, destacou.

Dom Francisco Chimoio recordou ainda que um dos capítulos mais marcantes da vida de Dom Júlio foi o testemunho de fé dado nos anos difíceis que se seguiram à independência nacional, período em que a igreja enfrentou perseguições, limitações e incompreensões.

“Nesses momentos, Dom Júlio permaneceu firme na fé, corajosna defesa da liberdade da igreja e sereno na proclamação do evangelho. Não respondeu à violência com violência, mas com a perseverança dos pastores que sabem que Deus continua a conduzir a sua igreja, mesmo nas horas mais escuras”, afirmou.

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