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Os milagres do banco de leite

Por Jornal domingo
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TEXTO DE REGINA NAETE

No dia 25 de Julho passado, Amélia Alice, 20 anos, deu entrada na maternidade do Hospital Central de Maputo (HCM) e, na madrugada do dia seguinte, deu à luz seu filho. Sua primeira sorte. No entanto, este veio ao mundo demasiado cedo, com 26 semanas de vida, portanto, um nascimento prematuro.

Dada a sua fragilidade, não demorou que o bebé desenvolvesse alguns problemas de saúde, particularmente nas vias pulmonares. Além de precisar de cuidados intensivos pelo nascimento prematuro, o recém-nascido não pode ser alimentado de forma oral, apenas com recurso à tubos, um procedimento que afasta a criança do contacto directo com a sua progenitora.

“Os médicos disseram que não posso amamentar meu filho e indicaram-me o banco de leite, onde podia ir doar e garantir que, mesmo na minha ausência, o meu filho continue a receber alimentação. Explicaram também que podia até ser o leite que sai do meu peito conservado ali”, conta.

Por esta razão, Amélia passou a fazer parte das doadoras no banco de leite, não só para ajudar o próprio filho, mas também tantos outros bebés que buscam o leite materno naquele hospital. “Devido ao estado clínico, ele não consome tanto leite, mas venho doar todos os dias, assim, contribuo para que mais bebés tenham leite e cresçam saudáveis”, diz.

Amélia reside na província de Maputo e, diariamente, desloca- -se ao hospital para doar o leite. Para a sua felicidade, seu filho tem apresentado melhorias, o que a leva a considerar de extrema importância a existência deste banco naquela unidade sanitária. Leia mais…

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