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Primeira-Ministra diz que perde-se um servidor público por excelência

Por Jornal domingo
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A Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, diz que o assessor e jornalista José Sixpence foi um “servidor público por excelência”, cuja dedicação ao Estado e ao interesse público marcou profundamente todos aqueles com quem trabalhou.

Intervindo hoje durante o velório realizado no Centro Cultural Universitário da UEM, em Maputo, a governante afirmou que a morte de José Sixpence apanhou colegas, amigos e familiares de surpresa, deixando um profundo sentimento de dor e incredulidade.

“É nos difícil acreditar e aceitar que não mais estaremos fisicamente com José Sixpence, carinhosamente chamado Six por colegas, amigos e familiares”.

Maria Benvinda Levi recordou o percurso profissional do malogrado, destacando a sua carreira na Sociedade do Notícias, onde se distinguiu como jornalista sénior, editor e estratega de comunicação, antes de ser nomeado, em 2015, Assessor de Imprensa do Primeiro-Ministro.

Segundo a governante, ao longo de mais de uma década de exercício da função, Sixpence revelou-se um profissional firme, corajoso, persistente e incansável, pautando a sua actuação pela defesa intransigente do interesse público e dos interesses do Estado.

“Foi um servidor público por excelência, sacrificando e abdicando muitas vezes do convívio familiar e de amigos para trabalhar na procura de soluções para os desafios do país”, afirmou.

A Primeira-Ministra destacou o envolvimento de José Sixpence em alguns dos momentos mais complexos da história recente de Moçambique, incluindo a gestão da comunicação durante a crise das dívidas não declaradas, os ciclones Idai e Kenneth, a pandemia da Covid-19 e as manifestações pós-eleitorais.

Nessas ocasiões, explicou, Sixpence e os seus colegas dedicavam-se integralmente ao trabalho, muitas vezes sem horários definidos, movidos pelo compromisso de servir o país.

Destacou as qualidades humanas do assessor, descrevendo-o como uma pessoa humilde, simples, disponível e sempre pronta para apoiar os colegas.

“A sua postura foi caracterizada por humildade, simplicidade, abertura e disponibilidade para assistir os colegas, assumindo um papel de verdadeiro irmão, conselheiro e amigo”, referiu.

Para a governante, a morte de José Sixpence representa uma perda significativa para o Gabinete do Primeiro-Ministro, onde deixa um legado de profissionalismo, lealdade e dedicação ao serviço público.

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