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EM GAZA: Duas pessoas com albinismo morrem por problemas de pele

Por Jornal domingo
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Duas pessoas com albinismo perderam a vida em Gaza, desde o ano passado a esta parte por falta de cuidados adequados e de meios para adquirir material de protecção da pele, sendo uma menor e um adulto.

A informação foi partilhada durante as cerimónias provinciais do Dia Internacional de Consciencialização sobre o Albinismo, realizadas sob o lema: “Orgulhosamente na Minha Pele”.

O evento reuniu este sábado organizações pró-albino, autoridades locais e cidadãos na cidade de Chókwè que levaram a voz para repudiar discriminação e debater a situação das pessoas com albinismo na província.

De acordo com a Associação dos Albinos de Moçambique (ALBIMOZ), os cidadãos com albinismo em Gaza continuam a enfrentar barreiras de inserção social, estigma e dificuldades para adquirir protector solar.

A falta de produtos de protecção da pele agrava o risco de doenças como o cancro. Rebeca Macuácua denunciou que pessoas com albinismo são alvo de violência psicológica e física.

Pediu o fim das hostilidades. “Nós, os albinos, continuamos a enfrentar todo tipo de discriminação, principalmente nas escolas e na sociedade no geral. Sofremos bullying e pessoas nos chamam nomes”, disse.

Rebeca contou que está a se formar como professora apesar dos complexos de inferioridade, causados pela sua condição de pele.

Jaimito Mucasse, estudante de 18 anos da Escola Secundária de Chókwè, afirmou que a falta de informação leva à discriminação e ao isolamento.

“Ainda continuamos a sofrer as piores formas de discriminação. Somos tratados como mercadorias, entre outras palavras ofensivas que afectam a minha saúde. Sofri agressões físicas na escola e a partir daí comecei a ficar isolado”, relatou.

Por sua vez, presidente da ALBIMOZ, Ângelo Xavier, explicou que a acção surge da necessidade de repudiar a exclusão social de pessoas com deficiência, sobretudo em Chókwè, Guijá, Bilene e na região norte da província. Garantiu que a associação vai manter acções para combater mitos e promover a inclusão.

Carlitos Mussica, representante do presidente do Conselho Municipal de Chókwè, classificou como inaceitáveis os actos de violência psicológica e física, garantindo que o governo vai continuar a priorizar políticas para inclusão, atenção e protecção de grupos vulneráveis, incluindo pessoas com albinismo, deficiência visual, motora, crianças e idosos.

Referir que as associações de defesa de albinos assistem 62 pessoas na província de Gaza, das quais 22 são crianças com problemas de pigmentação da pele. As organizações alertam que sem intervenção urgente o número de doentes e mortes pode aumentar.

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