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Mulher quer maior protagonismo na economia

Por Jornal domingo
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A existência de leis, estratégias e programas não garante, por si só, a inclusão económica das mulheres. Este foi o sentimento deixado pelos participantes na VIII Conferência Nacional sobre Mulher e Género, decorrida na última semana, na capital do país.

Esta observação foi feita aquando do debate sobre a investigação, políticas públicas e avaliação de resultados para a inclusão económica da mulher moçambicana. Na ocasião, apontou-se que é necessário acompanhar a implementação das políticas, medir o seu impacto e criar condições para que a mulher tenha acesso aos mercados, financiamento, conhecimento e oportunidades.

Paulo Nossa, docente da Universidade de Coimbra, recorreu ao exemplo da Guiné-Bissau para mostrar como a falta de estruturas de apoio pode limitar o potencial económico das mulheres produtoras. Explicou que, apesar de ser um dos grandes produtores de caju da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Guiné-Bissau enfrenta dificuldades para colocar o produto no mercado internacional por não dispor de laboratórios de certificação e de uma cadeia adequada para esse processo.

“As limitações existentes acabam por afectar os pequenos produtores, entre os quais se encontram muitas mulheres. Sem capacidade para responder individualmente às exigências do comércio internacional, estes produtores procuram alternativas para escoar a produção, inclusive através da venda na fronteira”, indicou.  Leia mais…

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