A Associação Moçambicana de Seguradoras (AMS) defende o reforço da capacidade do mercado nacional para gerir e reter parte dos riscos associados aos grandes projectos de infra-estruturas, energia e recursos naturais, como forma de manter mais recursos financeiros dentro da economia e estimular o desenvolvimento.
A pretensão foi apresentada hoje, em Maputo, durante a 48.ª Conferência Anual da Organização das Entidades de Supervisão de Seguros da África (OESAI), que decorre sob o lema: “Construindo Resiliência através de Mercados Sustentáveis e Inclusivos”.
Segundo Manuel Gamito,
presidente da AMS, a crescente dimensão dos investimentos em Moçambique representa uma oportunidade para o sector segurador nacional aumentar a sua participação na cobertura dos riscos e a retenção deve ser feita de forma prudente, de acordo com a capacidade financeira e técnica do mercado.
De acordo com ele, o sector segurador moçambicano tem registado uma evolução impulsionada por reformas governamentais, entre as quais a aprovação do Regime Geral de Seguros e a criação da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões. Actualmente, o país conta com 23 seguradoras, uma resseguradora e uma microseguradora.
Apesar deste crescimento, conforme o presidente daquela agremiação, permanece o desafio de ampliar o acesso aos seguros. Para a AMS, a digitalização, as carteiras móveis e os microseguros podem desempenhar um papel importante na aproximação dos serviços às famílias, pequenos produtores, pequenas e médias empresas e agentes da economia informal.
A associação defende, igualmente, o desenvolvimento de seguros agrícolas e paramétricos, considerados instrumentos importantes para aumentar a protecção perante riscos que afectam particularmente os pequenos produtores e outros segmentos vulneráveis da economia.



