– consideram alguns analistas ouvidos pelo domingo
O diálogo político para a paz ao mais alto nível entre o Chefe do Estado, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, é benéfico para a solução das diferenças prevalecentes, mesmo assim há dúvidas que seja eficaz a longo prazo por não trazer os detalhes da discussão, segundo defenderam alguns analistas que falaram ao domingo a propósito da passagem de um ano da cessação das hostilidades militares.
Moçambique assinalou no dia 27 de Dezembro um ano sem tiroteios ao longo da Estrada Nacional Número (EN-1), sobretudo nas regiões central e norte, fruto do anúncio verbal, de Afonso Dhlakama, da cessão das hostilidades militares em resultado do diálogo que tem mantido com o Presidente da República.
As duas lideranças, assim, o entenderam e desde então não mais soaram os tiros como modo de reivindicação da satisfação das diferenças. Quem rejubila, embora com algumas reticências, é o povo, pois, já viaja do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico a qualquer momento, sem perturbação.
Um outro aspecto a assinalar e que deixou o mundo boquiaberto foi a coragem que Filipe Nyusi teve de se deslocar até à serra da Gorongosa para manter um frente-a-frente com Afonso Dhlakama, no seu reduto.
Para compreender o alcance desta iniciativa, domingo procurou alguns analistas com quem quis saber se a iniciativa presidencial de dialogar directamente com o líder da Renamo era ou não exequível e o que achavam dos resultados até aqui alcançados.



