A graduação semana finda, em Maputo, de mais 56 médicos especializados deve contribuir para a redução do tempo de espera para as consultas de especialidade, defendeu a Ministra da Saúde, Nazira Abdula, no encerramento do ano académico das Residências Médicas.
Com efeito, foram formados 6 especialistas em Cirurgia Geral; 5 em Pediatria; 7 em Ginecologia Obstetrícia; 5 em Ortopedia; 4 em Cirurgia Maxilo-facial; 9 em Medicina Interna; 4 em Medicina Legal e Seguros; 2 em Anatomia Patológica; 4 em Oftalmologia; 2 em Cirurgia Pediátrica; 3 em Gastroenterologia; 4 em Anestesia e Reanimação e 1 em Radiologia.
Intervindo na ocasião, Nazira Abdula apelou aos novos especialistas a cumprirem com as suas actividades de salvar vidas com humildade, piedade, respeito e elevado sentido de responsabilidade.
Explicou que a aposta do Governo é na formação, sendo que o sector da Saúde tem vindo, nos últimos anos, a investir na expansão das Residências Médicas pelo país, processo que deve ser acompanhado de qualidade, responsabilidade e dentro dos mais altos padrões da Medicina.
Neste desiderato, verificamos nos últimos anos o desenvolvimento de diversas especialidades, o que tem beneficiado o progresso da Medicina no nosso país, considerou a governante.
Como resultado do trabalho desenvolvido ao longo deste ano, pela primeira vez na história do Hospital Central Maputo, foram formados, em 12 meses, 56 especialistas de 13 especialidades. Este é um indicador positivo que demonstra o quão 2017 foi produtivo, ao colocar mais especialistas nas unidades sanitárias para cuidar dos doentes, provendo a população de melhor saúde. Ao mesmo tempo, estes números desafiam-nos a não apenas aumentarmos em quantidade, mas, sim, também em qualidade naquilo que fazemos, disse a ministra.
Os especialistas são os técnicos de saúde mais diferenciados nas unidades sanitárias de nível 3 e 4, ou seja, hospitais centrais e provinciais. Mas para descongestionar e melhorar a qualidade do atendimento de alguns hospitais centrais há também especialistas em hospitais gerais.
Acredita-se que a graduação dos novos especialistas vai contribuir para a redução do tempo de espera não só para as consultas de especialidade, a exemplo de cirurgias, como também nos procedimentos que são realizados nos serviços de urgências.
Desde o início deste ano, 244 médicos estão em formação médica especializada, num acto que decorre no Hospital Central de Maputo.
Os cursos estão divididos em 31 especialidades médico-cirúrgicas, cada uma delas orientada por um director do programa de formação, que, por sua vez, tem o apoio dos tutores do corpo clínico.



