TEXTO DE NEYMA DE JESUS
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Há quem chegue ao teatro por acaso. Há quem já nasça com ele no corpo. E há quem o descubra só quando a vida teima em não apontar outro caminho. Joana Mbalango, Mateus Nhamuche e Ailton Zimila são três rostos dessa nova geração de actores moçambicanos que, mesmo por rotas diferentes, acabaram por encontrar no palco o seu lugar.
Na infância, Joana Mbalango era uma criança espontânea e curiosa que gostava de estar em ambientes animados. Dançava, cantava e tinha habilidades para criar brincadeiras. Mais tarde, percebeu que era apaixonada pelas artes e, “felizmente andei em lugares e com as pessoas certas que me levaram até ao teatro”, foi então que se descobriu e percebeu que era a profissão que realmente queria seguir.
Já Mateus Nhamuche esteve, durante algum tempo, à busca de uma luz sobre que rumo da vida profissional iria tomar e foi “cair no teatro”, ramo que, a propósito, já nutria certa paixão, contudo, “a minha relação com o teatro começa mesmo dentro da faculdade, quando comecei a fazer o curso”, revela.
Ailton Zimila, por sua vez, era amante de dança moderna e até fazia apresentações em algumas festas, na adolescência. Até a 12ª classe não tinha noção do curso a seguir no nível superior, porém, depois de uma apresentação de poesia que encantara um professor, este sugeriu-lhe o curso de teatro. Ailton buscou informações acerca, inscreveu-se e, mesmo sem nenhuma experiência, admitiu. Portanto, “meu primeiro contacto com o teatro foi mesmo na ECA”.
Licenciados em Teatro pela Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade Eduardo Mondlane, os três são dos nomes mais destacados da geração actual de teatro moçambicano. O destaque que hoje conquistam nos palcos é acompanhado por uma preparação que passa pelo treino, investigação e procura constante de novas formas de criação. Leia mais…



