Início » Chapo quer quadros com interesse nacional e pensamento estratégico

Chapo quer quadros com interesse nacional e pensamento estratégico

Por Jornal domingo
31 visitas
A+A-
Reset

O Presidente da República, Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Daniel Chapo, afirmou que a Academia de Altos Estudos Estratégicos não é uma instituição apenas de ensino. “É uma academia estratégica do Estado moçambicano, espaço onde se forja o pensamento patriótico, uma autêntica fábrica de cidadãos comprometidos com a defesa da pátria, da soberania, da Independência Nacional e, sobretudo, do interesse nacional”.
Falando hoje em Maputo, na tomada de posse dos novos dirigentes daquela instituição do ensino superior, o estadista, sublinhou que os empossados ao assumirem as funções, passam a liderar uma instituição cuja missão central é “formar quadros superiores para os serviços de inteligência, defesa e segurança do Estado, bem como para outras áreas críticas da governação estratégica nacional”.


Acrescentou tratar-se de uma missão que exige alto sentido de responsabilidade, competência, integridade, porque num mundo marcado por incertezas, rivalidades geopolíticas internacionais e ameaças cada vez mais sofisticadas, os Estados que sobrevivem e se afirmam são aqueles que pensam estrategicamente, antecipam cenários – regionais, continentais e internacionais –, e decidem com base em informações produzidas com rigor científico.
“As ameaças que Moçambique enfrenta são reais, complexas e dinâmicas. O terrorismo e o extremismo violento na província de Cabo Delgado, os raptos que ameaçam famílias e o ambiente de negócios, o crime organizado transnacional, o tráfico de drogas e de seres humanos, os crimes cibernéticos, os crimes ambientais e a exploração ilegal de recursos, assim como a desinformação e a manipulação da opinião pública nas redes sociais, são apenas a ponta do Iceberg, porque estes fenómenos têm ligações bastante complexas que quadros mal-formados não conseguiriam perceber e desvendar”, destacou.
Disse que a complexidade dessas novas ameaças, para além de exigirem força, demandam inteligência e pensamento estratégico, como uma Nação. “Mais do que serem combatidos de forma isolada, exigem respostas integradas do Estado e, muitas vezes, entre Estados na região, no continente e no mundo”.
No seu entender, é aqui onde entra a Academia de Altos Estudos Estratégicos. “Por isso, a nova direcção é chamada a encarar a Academia não como um simples espaço de formação académica. Deve transformá-la em um laboratório nacional de pensamento estratégico. Deve transformá-la em escola que forma moçambicanos capazes de defender a Independência Nacional, a integridade, a soberania, o interesse nacional e, sobretudo, as conquistas do nosso povo durante estes cerca de 51 anos de Independência que vamos comemorar amanhã”.

Artigos relacionados