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Entregues 19 licenças a operadores digitais

Por Jornal domingo
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O Governo mocambicano procedeu hoje à entrega das 19 primeiras licenças aos provedores intermediários de serviços electrónicos e operadores de plataformas digitais, numa cerimónia que assinala uma nova etapa na regulação da economia digital nacional.‎

Falando no acto, a Secretária Permanente do Ministério das Comunicações e Transformação Digital, Nilsa Miquidade, em representação do ministro Américo Muchanga, afirmou que a atribuição das licenças constitui um marco importante para o fortalecimento da confiança, segurança e transparência no ambiente digital moçambicano.‎

Acrescentou que a iniciativa resulta da implementação da Lei das Transacções Electrónicas e dos regulamentos subsequentes que estabeleceram mecanismos de registo, supervisão e licenciamento dos operadores que actuam no espaço digital.‎

“A transformação digital é um dos principais motores do crescimento económico, da inovação e da inclusão social. Contudo, o seu sucesso depende da existência de um quadro jurídico e institucional capaz de garantir a protecção dos cidadãos, a credibilidade dos serviços digitais e a responsabilização dos seus intervenientes”, sublinhou.

‎Miquidade destacou que o processo não visa apenas reforçar a segurança cibernética, mas também criar condições para uma concorrência mais justa e organizada entre os diferentes actores da economia digital.‎

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Tecnologia, Informação e Comunicação (INTIC), Lourino Chemane, explicou que as 19 licenças entregues representam apenas uma parte das entidades actualmente registadas junto da instituição.‎

“Temos aproximadamente 170 entidades registadas, mas apenas 19 reuniram as condições necessárias para o licenciamento. O processo exige uma verificação rigorosa da conformidade documental e das capacidades técnicas de cada operador”, disse.‎

Anunciou o alargamento do processo de licenciamento para novas categorias de operadores, incluindo centros de dados e plataformas de computação em nuvem, em conformidade com os instrumentos regulamentares recentemente aprovados pelo Governo.

Esclareceu que as empresas licenciadas pagam uma taxa correspondente a um salário mínimo nacional para obtenção da licença e, a partir do próximo exercício económico, passarão a contribuir com 1 por cento das suas receitas anuais.‎

Segundo o PCA do INTIC, a definição das taxas resultou de um processo de diálogo com o sector privado, procurando assegurar que a regulamentação não constitua um obstáculo ao investimento.

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