O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, condenou esta segunda-feira o baleamento do bispo da Diocese de Quelimane e Administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, Dom Osório Citora Afonso, ocorrido no último sábado, considerando o acto uma demonstração da falta de segurança e protecção dos cidadãos moçambicanos.
Falando durante uma Conferência de Imprensa em Maputo, Simango manifestou solidariedade à igreja Católica, descrevendo o incidente como uma acção criminosa que mergulhou a comunidade católica num ambiente de dor, luto e consternação.
O dirigente defendeu que a violência não pode ser utilizada como mecanismo para resolver divergências numa sociedade democrática, sublinhando que os conflictos devem ser ultrapassados através do diálogo e da força dos argumentos.
“O diálogo e a força dos argumentos devem prevalecer sobre a violência. Se existem divergências, estas devem ser resolvidas através da conversa e não pelo recurso a actos brutais”, afirmou.
O líder do MDM apelou às autoridades da justiça para conduzirem uma investigação isenta e profissional com vista ao esclarecimento do caso. Simango considera que o crime poderá ter sido planeado, defendendo a responsabilização não apenas dos executores, mas também dos eventuais mandantes.
“É da responsabilidade das autoridades investigar e encontrar os verdadeiros culpados desta acção”, declarou.
O presidente do MDM reiterou ainda a solidariedade do partido para com a Igreja Católica e apresentou condolências à comunidade afectada pelo ataque.



