“Daniel Francisco Chapo: A vantagem e os desafios de um presidente jovem” é o segundo livro escrito por Lourenço Lindonde, académico estabelecido na cidade de Chimoio, província de Manica, que versa sobre a trajectória do actual Chefe do Estado, que chegou ao poder com menos de 50 anos de idade e sem qualquer ligação directa com a luta de libertação nacional.
Na obra, cujo primeiro exemplar foi oferecido ao Presidente da República na sexta- -feira, Lindonde esmiúça parte dos desafios com os quais o actual timoneiro da nação deve lidar, com destaque para o terrorismo e toda a conjuntura económica e política internacional. Também diz que, com esta obra, pretende contribuir para a construção da imagem de Daniel Chapo. Seguem os principais excertos desta conversa mantida com o jornalista Jorge Rungo, em Chimoio.
De onde surgiu a ideia de escrever este livro?
Eu tinha a ideia de escrever sobre o Presidente Chapo. Por vários motivos.
Quais?
Primeiro, por ele ser jovem, e aqui me refiro à idade com que ele chega à Presidência da República, comparado com os seus antecessores. Segundo, pelo facto de ele ter nascido no período pós-independência, isso também em comparação com os anteriores. Isto faz de Chapo um Presidente que merece alguma reflexão. Em terceiro lugar, e esse é um aspecto muito interessante que motivou o desejo e a vontade de escrever, é o seu carácter.
Que aspecto em concreto do seu carácter?
Ele é muito humilde. Se todos os dirigentes fossem humildes como ele, penso que iríamos corrigir algumas coisas. Falo como académico e como cidadão. É pessoa do povo.
Qual é a vantagem prática dessa humildade num contexto como o actual?
É sempre bom ser humilde porque a arrogância só nos distancia cada vez mais das pessoas que dirigimos. Quando somos humildes, facilmente as pessoas colocam-nos as suas preocupações e exprimem o que sentem. Mas há uma outra coisa também muito importante. Leia mais…



