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PODEMOS pede acções arrojadas de combate à xenofobia

Por Jornal domingo
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O presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, defendeu uma actuação mais firme dos Governos de Moçambique e da África do Sul para travar os recorrentes episódios de xenofobia contra cidadãos estrangeiros em território sul-africano.

Albino Forquilha, que falava na manhã de hoje, em Maputo, numa Conferência de Imprensa sobre o caso dos 219 milhões de Meticais, referiu haver uma resposta insuficiente das instituições moçambicanas responsáveis pela protecção dos cidadãos no exterior, apontando a necessidade de uma actuação mais interventiva da representação diplomática moçambicana na África do Sul.

Forquilha considerou igualmente que deveria existir uma intervenção política mais directa entre os dois governos, de modo a encontrar mecanismos que garantam maior proteção aos migrantes moçambicanos.
Segundo explicou, muitos dos cidadãos que se deslocam para a África do Sul fazem-no por razões económicas e não por turismo, procurando melhores oportunidades de emprego e condições de vida.

No âmbito dos esforços para combater a xenofobia, o líder político revelou ter mantido encontros com o antigo presidente sul-africano, Jacob Zuma, figura que descreveu como influente junto de diversos sectores da sociedade sul-africana.
De acordo com Forquilha, Zuma manifestou-se contra qualquer forma de xenofobia e destacou os laços históricos entre Moçambique e a luta de libertação sul-africana, recordando o período em que viveu no país.

O presidente do PODEMOS defendeu ainda a criação de estratégias políticas e programas de educação dirigidos à juventude da região da África Austral, com o objetivo de reforçar o conhecimento da história comum dos povos e promover uma cultura de convivência pacífica.

“Precisamos de construir uma região irmã e educar os jovens sobre a nossa história comum e sobre o contributo de vários países para a libertação da África do Sul”, afirmou.
Forquilha concluiu apelando ao reforço da cooperação entre Maputo e Pretória, considerando que a proteção dos cidadãos migrantes deve ser uma prioridade na relação entre os dois países.

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