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Forquilha satisfeito com sentença aplicada a Nuvunga

Por Jornal domingo
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O presidente do partido Podemos, Albino Forquilha, defendeu, esta quinta-feira, a decisão do tribunal que condenou o académico e activista Adriano Nuvunga por difamação e calúnia, no âmbito das acusações de que teria recebido 219 milhões de meticais para influenciar a verdade eleitoral nas eleições de 9 de Outubro de 2024.

Falando hoje em conferência de imprensa, sobre o processo de calúnia e difamação relacionado com as alegações de que teria recebido 219 milhões de meticais para vender a verdade eleitoral, Forquilha afirmou que a condenação não resulta da denúncia apresentada por Nuvunga junto das autoridades competentes, mas da forma como o activista tornou públicas as acusações antes da conclusão de qualquer investigação.

Segundo explicou, todos os cidadãos têm o dever de denunciar eventuais irregularidades ou actos de corrupção, mas devem aguardar pelo trabalho das instituições responsáveis antes de apresentar conclusões à opinião pública.
“O problema não foi a denúncia. O problema foi ter apresentado como facto consumado algo que ainda estava por investigar”, declarou.

O líder do Podemos sustentou que as alegações tiveram forte impacto na sua imagem pública e na segurança da sua família, referindo que, na altura, foi alvo de ameaças e viu a sua residência ser atacada.
Para o político, a sentença possui um importante carácter pedagógico, ao recordar que a liberdade de expressão deve ser exercida com responsabilidade e respeito pelos direitos dos outros cidadãos.

“Democracia não significa anarquia. Cada um é livre de falar, mas deve responder pelo que diz”, afirmou.
Questionado sobre a pena aplicada, Forquilha considerou que a sanção foi “branda”, tendo em conta os danos causados à sua reputação.

Por sua vez, Adriano Nuvunga, quando falava ontem após a sentença, manifestou discordância em relação à decisão judicial, defendendo que o caso não foi devidamente apreciado pelos tribunais.

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