TEXTO DE BERNARDO JEQUETE
O chefe-adjunto da Brigada Central de Assistência Política à Província de Manica, Pedro Guiliche, considera que há um alto nível de preparação da 11ª Conferência Nacional de Quadros, que decorrerá entre os dias 21 e 23 de Agosto do corrente ano, na cidade de Chimoio, província de Manica.
Segundo Guiliche, até ao momento já foram identificados os locais de acomodação para cerca de três mil participantes, entre delegados, convidados e pessoal de apoio, e que decorrem retoques no local do evento, o que, para ele, resulta da união e coesão interna do partido.
Guiliche, que fazia o balanço de quatro dias de actividade partidária em Manica, disse que a crise dos combustíveis foi um dos temas centrais abordado na reunião do Comitê Central, realizada recentemente em Maputo, pois é um problema que afecta várias nações em decorrência do conflito no Médio Oriente.
Disse que para enfrentar a situação, Moçambique adoptou alternativas para minimizar os impactos da crise na economia e na vida social dos cidadãos, priorizando o uso de outros tipos de combustíveis, sobretudo a valorização dos recursos nacionais, como o gás natural.
Guiliche sublinhou que o governo está a trabalhar intensamente para gerir a situação, sobretudo no que diz respeito ao monitoramento do aumento dos preços dos combustíveis, diferentemente dos que estão a ser aplicados em outros países da região e do mundo.
Referiu que uma das medidas adoptadas para enfrentar a crise foi a entrega de 190 autocarros movidos a gás natural em algumas províncias do país, numa iniciativa liderada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, e sublinhou que esta acção está integrada num vasto conjunto de iniciativas para ampliar o uso do gás natural, um recurso que o país produz.
“O Comité Central orientou o governo a encontrar mecanismos para subsidiar os transportes públicos, estabelecendo uma colaboração directa com os transportadores a fim de evitar que o aumento do custo dos combustíveis cause impactos graves no orçamento das famílias moçambicanas”, afirmou Guiliche.
Adiante, apelou à população para que adapte novos hábitos fazendo cortes nos planos familiares e racionalizar os meios de transporte e outros equipamentos, através do reajuste de planos pessoais e comunitários, visando adoptar práticas mais sustentáveis durante este período difícil.
Sobre o boato relacionado à chamada “síndrome de koro”, a FRELIMO fez um apelo para que tais actos sejam denunciados e combatidos, como forma de reforçar os valores de irmandade, coesão social e solidariedade que caracterizam o povo moçambicano.



