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ENCONTRO DAS PRIMEIRAS-DAMAS: Quando África colocou as mulheres no centro do futuro

Por Jornal domingo
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MARIA DE LURDES COSSA, enviada a Luanda

Durante dois dias, quinta e sexta-feira passadas, a cidade de Luanda, República de Angola, tornou-se palco de um debate continental intenso sobre um dos maiores desafios de África: fortalecer a resiliência das mulheres e raparigas perante as alterações climáticas, os conflitos armados e as crises humanitárias.

Era o encontro da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD) com vista a fazer o lançamento da campanha continental “Reforçar a Resiliência para Mulheres e Raparigas: Clima, Conflitos e Futuros Sustentáveis”.

Moçambique fez-se representar pela primeira-dama, Gueta Chapo, que levou uma mensagem centrada na acção colectiva, solidariedade entre os países africanos e reconhecimento do papel das mulheres como agentes de transformação.

Também trouxe para o centro do debate a experiência de Moçambique que enfrentou sucessivos ciclones, cheias, secas prolongadas e outros eventos climáticos extremos, ao mesmo tempo que continua empenhado na consolidação da paz e recuperação das comunidades afectadas pelo terrorismo em alguns distritos da província de Cabo Delgado, sendo que em todas estas crises existe um denominador comum: a extraordinária capacidade de resistência das mulheres e raparigas moçambicanas.

Numa plateia composta pelos cônjuges de presidentes africanos, representantes de governos, organizações internacionais, parceiros de desenvolvimento e membros da sociedade civil, quando estava no pódio, Gueta Chapo lembrou a todos que nenhuma estratégia para enfrentar as mudanças climáticas, consolidar a paz ou acelerar o desenvolvimento de África “será sustentável sem colocar as mulheres e raparigas no centro das decisões”.

Aliás, para um continente onde os efeitos das alterações climáticas, conflitos e pobreza continuam a agravar as desigualdades, a esposa do Presidente da República defendeu que chegou o momento de abandonar uma visão limitada das mulheres como vítimas e reconhecê-las como protagonistas da construção da paz, do desenvolvimento económico e da recuperação das comunidades. Leia mais…

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