A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, deslocou-se, esta terça-feira, ao Terminal de Transportes Interprovincial de Maputo, conhecido por “Junta”, onde manifestou solidariedade às vítimas dos recentes actos de xenofobia, acolhidas naquele espaço enquanto aguardam o seu regresso às respectivas províncias de origem.
A Primeira-Dama percorreu o centro de acolhimento, interagiu com as famílias, ouviu os seus testemunhos e procurou transmitir uma mensagem de esperança e encorajamento às pessoas que enfrentam “um dos momentos mais difíceis das suas vidas”.
Na sua intervenção, Gueta Selemane Chapo afirmou que a dor vivida pelas vítimas deve ser sentida por todos os moçambicanos, defendendo que a resposta a esta situação deve assentar nos valores da unidade, da fraternidade e do amor ao próximo.
“Somos todos irmãos. Somos moçambicanos, somos africanos. Estamos aqui movidos pelo amor ao próximo, para dizer-vos que não estão sozinhos e que todo o povo moçambicano está convosco neste momento difícil”.
A Primeira-Dama enalteceu o trabalho que vem sendo realizado pelas autoridades, pelos voluntários e pelas organizações envolvidas na assistência humanitária, reconhecendo o empenho de todos aqueles que, desde o início da crise, têm estado ao lado das famílias afectadas, prestando apoio material e emocional.
Ao mesmo tempo, considerou que a dimensão do desafio exige uma mobilização ainda maior da sociedade, apelando ao envolvimento de cidadãos, organizações da sociedade civil, comunidades religiosas, sector privado e jovens para reforçarem a corrente de solidariedade.
Gueta Chapo manifestou particular preocupação com a situação das crianças, mulheres, idosos e pessoas com deficiência acolhidas naquele espaço, defendendo que estes grupos merecem uma atenção especial e uma assistência cada vez mais humanizada, capaz de responder às suas necessidades específicas.
Num apelo dirigido à consciência colectiva dos moçambicanos, a Primeira-Dama encorajou cada cidadão a contribuir com aquilo que estiver ao seu alcance, lembrando que os pequenos gestos podem transformar a vida de quem mais necessita.
“Não precisamos esperar por grandes recursos para ajudar. Podemos preparar uma sopa, trazer uma refeição quente, oferecer leite, chá ou outros bens essenciais.
O importante é que aqueles que hoje aqui se encontram sintam o carinho, a solidariedade e o abraço de todos os moçambicanos”, afirmou.
A visita terminou com a entrega de bens de primeira necessidade às famílias acolhidas e com palavras de incentivo para que mantenham a esperança num futuro melhor, reafirmando o compromisso do Gabinete da Primeira-Dama de continuar a acompanhar a situação e a promover iniciativas de solidariedade em benefício das vítimas.




