Início » NO PRIMEIRO SEMESTRE: GCCC tramita 1.646 processos de corrupção

NO PRIMEIRO SEMESTRE: GCCC tramita 1.646 processos de corrupção

Por Jornal domingo
2 visitas
A+A-
Reset

O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) tramitou, em conjunto com a Procuradoria-geral da República 1.646 processos relacionados com corrupção durante o primeiro semestre de 2026, contra 1.509 registados em igual período do ano passado, representando um aumento de 137 processos.

Os dados foram apresentados esta terça-feira, em Maputo, pelo porta-voz do GCCC, Romualdo Johnam, quando falava numa conferência de imprensa de balanço das actividades da instituição nos primeiros seis meses do ano em curso.

Do total de processos tramitados no período em análise, 1.559 foram concluídos, contra 491 do primeiro semestre de 2025. Destes, 368 resultaram em despacho de acusação, enquanto 191 tiveram de arquivamento da instrução, por falta de elementos suficientes que comprovassem a ocorrência do crime, entre outros motivos.

Entre os crimes mais frequentes destacam-se a corrupção passiva para acto ilícito, com 306 processos, seguida do abuso de cargo ou função, com 144, corrupção activa, com 103, simulação de competências, com 74, peculato, 68, e branqueamento de capitais, com sete processos.

O GCCC destacou igualmente alguns processos considerados de impacto, envolvendo agentes da Polícia da República de Moçambique e do Serviço Nacional de Investigação Criminal, funcionários públicos e particulares.

Entre os casos apresentados está o processo envolvendo três agentes do SERNIC que terão exigido um milhão de meticais ao proprietário de um parque de viaturas, tendo posteriormente recebido 120 mil meticais, altura em que foram detidos em flagrante delito.

O processo foi acusado e remetido ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo. O GCCC apontou ainda para uma maior celeridade no julgamento de processos de corrupção, destacando Nampula e Manica, onde, desde Janeiro até ao final do primeiro semestre, foram julgados 65 e 52 casos, respectivamente.

A instituição apelou à sociedade para reforçar a cultura de denúncia de casos de corrupção e adoptar uma conduta baseada na integridade e honestidade.

Artigos relacionados