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Matlombe diz que BRT não vem para afastar “chapeiros”

Por Jornal domingo
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“O BRT ( Bus Rapid Transit) não vem para afastar nem para substituir os nossos operadores de transporte público. Pelo contrário, vêm para os integrar, capacitar e elevá-los a um novo patamar empresarial”.

O pronunciamento é do ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, hoje em Maputo, momentos depois de proceder ao lançamento das obras de construção desta infraestrutura rodoviária cujo objectivo é melhorar a mobilidade na Área Metropolitana do Grande Maputo.

Na ocasião, Matlombe tranquilizou aos transportadores rodoviários, às cooperativas e à Federação Moçambicana dos Transportadores (FEMATRO) que o projecto não visa lhes tirar o seu negócio, mas melhorar a mobilidade de pessoas e bens.

Afirmou que a construção daquelas infraestruturas pretende ser uma solução moderna e estruturante, que irá elevar a qualidade do transporte público, tornando a Área Metropolitana do Grande Maputo, uma referência nacional e regional em matéria de mobilidade urbana.

“Estamos aqui para anunciar a boa nova. Que a obra está a começar. Temos já o empreiteiro e a equipa de fiscalização contratados, criando as condições necessárias para iniciarmos esta importante caminhada, que deverá culminar, em 2028, com a entrega de um sistema moderno, eficiente e transformador de transporte público aos munícipes da Área Metropolitana de Maputo”, destacou Matlombe sublinhando tratar-se de um projecto estruturante, com um investimento de cerca de 250 milhões de dólares norte- americanos, concedidos sob forma de donativo pelo Banco Mundial.

Explicou que a primeira fase do projecto vai cobrir os municípios de Maputo, Marracuene e Matola. “Com isso, queremos melhorar a mobilidade e a acessibilidade ao longo dos principais corredores dentro da Área Metropolitana de Maputo; reduzir o tempo de viagem, diminuindo o congestionamento e acelerar a mobilidade, além de reduzir a sinistralidade rodoviária e diminuir a emissão de gases poluentes no espaço urbano, promovendo desta forma a segurança rodoviária e garantir que o transporte público seja inclusivo, eficiente, previsível e resiliente às mudanças climáticas”.

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