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EM NAMAACHA: Crocodilos e pânico nas águas do Nkalatchane

Por Abibo Selemane
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Reina um clima de desespero na localidade de Impaputo, distrito de Namaacha, província de Maputo. Menores de idade têm sido atacados por crocodilos no rio Nkalatchane, que liga o bairro Matxiwene com a localidade de Impaputo-sede.

A onda de ataques por répteis semi-aquáticos já começa a ser frequente. Nos últimos dois anos, pelo menos cinco pessoas foram atacadas. Destas, quatro perderam a vida e uma ficou com ferimentos. Só no primeiro trimestre do presente ano três menores foram vítimas, dos quais dois perderam a vida.

Em desespero, a população que interagiu com domingo denunciou que os crocodilos atacam quando as pessoas vão tomar banho ou lavar roupa no rio.

UMA MORTE EM MARÇO

Para Amélia Sitoe, o rio Nkalatchane, que outrora representava bênção, hoje tornou-se a maldição que caiu sobre sua família. Foi nas águas camufladas daquele rio onde perdeu seu filho de 12 anos e outro ficou ferido por ataque de crocodilo. O facto sucedeu em Março. Por isso, as lembranças da trágica morte do filho passam como “flash” pela memória daquela mãe que se mostra inconformada.

Quando se encontrou, há dias, com a equipa do domingo, Amélia estava justamente no ponto da margem onde tudo aconteceu. Como habitual, seus filhos haviam se deslocado àquele local para tomar banho e depois ir à escola.

A minha filha encontrava-se fora da água e o rapaz já estava dentro, a tomar banho, quando o animal surgiu e fez do meu filho sua presa. Quando a irmã se apercebeu correu para puxar-lhe para fora da água. Mas o crocodilo lançou sua cauda e atingiu-lhe. Ela perdeu forças e desprendeu-se do irmão que depois foi levado pelo animal”, narrou.

Curiosamente, Amélia encontrava-se naquele local onde perdeu o filho, a tomar banho. Questionada sobre o perigo, confessou. “Não estou à vontade, tenho medo que a qualquer momento o réptil apareça, mas não temos outro lugar onde podemos tomar banho e lavar as roupas”.

Foi naquele ponto do rio, conhecido por Leitão, onde nos últimos dois anos foram atacadas três pessoas. Além dos filhos de Amélia, mais um adolescente de 16 anos perdeu a vida, em 2024. A nossa equipa visitou dois pontos de travessia dentre os vários daquela localidade. Nestes constatámos não haver infra- -estruturas edificadas para facilitar a circulação de pessoas. Leia mais…

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