TEXTO DE MAFALDA LIGELA
O Conselho Municipal de Xai-Xai, colocou em circulação um autocarro com capacidade para cerca de 100 passageiros como resposta rápida para minimizar os impactos causados pela greve dos transportadores semi- colectivos de passageiros, que se faz sentir desde semana passada.
O autocarro inicia as operações a partir das 07 horas até `as 18 horas, apenas em rotas consideradas prioritárias nomeadamente Ndambine 2000 / Baixa, Praia / Baixa e Patrice Lumumba / Baixa, principais corredores com maior fluxo de passageiros que procuram chegar aos locais de trabalho, escolas e residências.
A iniciativa visa responder `a crise de mobilidade urbana, que afecta centenas de munícipes, sobretudo trabalhadores, estudantes e comerciantes que dependem diariamente dos “chapas” para se deslocarem aos seus locais de trabalho, escolas e mercados.
O presidente do Conselho Municipal de Xai-Xai, Ossmane Adamo, explicou que tem carácter temporário e gratuito enquanto prevalecer a paralisação dos transportadores semi- colectivos.
Entretanto, apelou aos munícipes para conservarem o autocarro e evitarem actos de vandalismo durante o embarque e desembarque, devido à elevada procura registada nas paragens.
“Com esta situação de crise de transporte decidimos introduzir esta autocarro para transportar gratuitamente os munícipes nesta fase”, afirmou.
Ossemane Adamo revelou ainda que o município aguarda a alocação de novos autocarros movidos a gás no âmbito da distribuição anunciada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, aos municípios do país, embora ainda se desconheça o número de viaturas destinadas à cidade de Xai-Xai.
Avançou igualmente que a edilidade decidiu bonificar em 50 por cento os custos de renovação e emissão de novas licenças para os transportadores semi- colectivos, medida que vigorará até 30 de Maio corrente.
Segundo explicou, a iniciativa visa incentivar a regularização dos operadores para que possam beneficiar do subsídio mensal ao transporte público anunciado pelo Governo.
A edilidade perspectiva ainda introduzir, futuramente, autocarros movidos a gás, considerados mais económicos e menos vulneráveis às oscilações do preço dos combustíveis, como forma de garantir tarifas mais acessíveis para os passageiros.




