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Estarão realmente os EUA empenhados na via diplomática com o Irão?

Por Edson Muirazeque
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Circulam, desde a semana passada, informações segundo as quais os EUA terão alertado o Irão para um alegado plano de Israel de assassinar os principais negociadores iranianos.

De acordo com fontes citadas pela imprensa ocidental, as autoridades norte-americanas temiam que Israel pudesse visar Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano e uma das figuras envolvidas nas negociações com os EUA, ou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, também protagonista do processo negocial.

Os alertas terão sido transmitidos através de intermediários, nomeadamente o Paquistão e o Qatar. Se estas informações forem verdadeiras, elas sugerem que Washington vê a preservação dos principais interlocutores iranianos como condição indispensável para o sucesso da via diplomática.

Esta postura é, contudo, curiosa e até irónica, tendo em conta que os EUA recorreram, num passado recente, à força militar enquanto decorriam contactos diplomáticos. Ao que tudo indica, a guerra não provocada parece estar a produzir efeitos adversos, levando Washington a “preocupar-se” agora com a segurança de dirigentes iranianos que, no início do conflito, procurou eliminar sem complacência.

Pelo que foi noticiado, Araghchi confirmou que responsáveis em Washington acreditam que Israel poderá ter tentado matar os principais negociadores do Irão, numa tentativa de sabotar as conversações de cessar-fogo com os EUA. As referidas conversações, realizadas em Islamabad, conduziram ao acordo-quadro que o Irão e os EUA assinaram em 17 de Junho para pôr termo à guerra que Washington e Tel Avive iniciaram contra Teerão. Leia mais…

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