TEXTO DE REGINA NAETE
Nasceu em Morrumbene, província de Inhambane. Ainda na tenra idade descobriu seu amor e talento na área musical. A paixão e desejo de seguir por aquele caminho surgem quando inúmeras vezes acompanhava seu irmão cantar e tocar seu instrumento.
Nessas aventuras, percebeu que seu irmão havia conquistado uma legião de admiradores. Desejou o mesmo para si, “a partir daí eu disse, pai, também quero cantar e ter muitos fãs como meu irmão”, recorda o conceituado músico moçambicano Guilherme Silva, em conversa com domingo.
Não tardou para que trilhasse pelo mesmo caminho, aliás, para Guilherme, não se tratava apenas de seguir os passos de seu irmão mais velho, existia uma veia artística que era característica dos filhos dos seus progenitores, embora seu pai tivesse concentrado seus feitos na defesa do país. Ele era militar e dos seus 14 filhos, cinco apostaram na música.
Guilherme Silva começou a cantar nos anos 70, na província de Tete, entretanto, pouco tempo depois mudou-se para a capital com sua família. Suas primeiras actuações nos palcos, concursos e programas radiofónicos eram muitas vezes em espanhol, uma língua que com muita facilidade demonstrava seu talento e a vontade de criar sua identidade. Por este diferencial e pelo sotaque de quem era fluente naquela língua, rapidamente ganhou destaque no mercado, tornando-se num artista distinto e deveras solicitado.
Já em Lourenço Marques (hoje Maputo), participou num concurso televisivo e, para o bom início da sua carreira, tornou-se vencedor. Devido ao destaque que passou a ter, decide viver da música. Começou a cantar em boates e em outros lugares onde era pago por actuação. Foi nesse período que conheceu e trabalhou com Wazimbo, a quem, durante a conversa, expressou a sua gratidão pelo apoio e ensinamentos. “Contribuiu bastante para o meu crescimento quando cheguei a Maputo, por isso é um irmão que vou sempre levá-lo no coração”, exteriorizou. Leia mais…



