A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) inaugurou, hoje, a sala Ruth First, numa iniciativa que visa preservar, valorizar e perpectuar a vida e obra desta cientista social, activista e jornalista sul-africana que se destacou na luta contra a discriminação racial e o regime do apartheid.
A Sala Ruth First funciona no escritório número 62 no Centro de Estudos Africanos (CEA), onde a activista trabalhou como directora de investigação durante cinco anos e foi assassinada no mesmo espaço, através de uma carta-bomba.
Falando durante a inauguração deste espaço memorial, o Reitor da UEM, Manuel Guilherme Júnior, disse que a medida é institucionalização do reconhecimento em relação ao legado de Ruth First que, a nível internacional, conta com várias iniciativas, entre as quais se destacam a Ruth First Foundation, Ruth First Papers e Ruth First Scholarship, bem como várias praças, ruas e avenidas em sua memória”.
Segundo Manuel Guilherme Júnior a sala irá atrair, influenciar e inspirar estudantes, docentes, pesquisadores e o público em geral, com destaque para as camadas mais jovens.
O Reitor referiu ainda que a Universidade deve reconhecer que as sociedades enfrentam, hoje, o grande desafio da desinformação e do boato que, muitas vezes, conduzem à violência, à discriminação e à violação dos direitos e liberdades conquistados como resultado de várias lutas, como a de Ruth First.
Por seu turno, a ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, afirmou que Ruth First foi uma das mais legítimas representantes das equipas de investigadores que passaram pelo Centro de Estudos Africanos da UEM e deixaram um legado que, hoje, somos chamados a consolidar, valorizar e colocar permanentemente ao serviço das comunidades.
Destacou que a Sala constitui um espaço de grande valor histórico, científico e cultural para os povos da região.
“Ela mostra os percursos da nossa luta colectiva pela erradicação dos regimes segregacionistas e minoritários na região. Esta Sala também nos ensina sobre a importância da solidariedade entre os nossos povos, visando o alcance do desenvolvimento sustentável”.
Por sua vez, a representante do Governo sul-africano, Peace Mabe, disse que Ruth First foi uma brilhante investigadora, jornalista, esposa e mãe.
Entende que ao renovar este espaço e chamá-lo de Sala Ruth First, estamos a certificar de que o lugar se transformou numa fonte de conhecimento e de inspiração para as futuras gerações.”




