TEXTO DE GENÉZIA GERMANO
Há mais de onze anos que Nera Rafael Nharre ganha a vida ao volante de camião. Mas antes de assumir esta profissão, trabalhou como operadora de máquinas pesadas, período que, segundo relata, marcou o início das dores de coluna que ainda hoje delas se ressente. As condições no terreno e o impacto do movimento oscilatório das máquinas sobre seu corpo acabaram por afectar a sua saúde.
“As máquinas faziam muitos movimentos, sobretudo por causa das condições do terreno, e isso acabou por afectar a minha coluna. Quando passei a trabalhar com camião, continuei a sentir as consequências daquele trabalho”, conta.
Nera aprendeu a adaptar-se a estas sequelas. Quando sente dores ou cansaço, ajusta a cadeira do camião até encontrar a posição mais confortável. Ao aperceber-se que não está bem, busca alternativas. Pára o veículo, desce, faz alguns alongamentos, caminha e bebe água.
“Aprendi a conhecer o meu corpo e a perceber quando é necessário parar”, partilha. Além da condição física,a profissão anterior também mexeu com o seu sistema hormonal e ginecológico. Chegou a ficar quase quatro meses com hemorragias fortes, acompanhadas de coágulos. Depois de várias consultas, um médico perguntou pela sua profissão e,após saber que trabalhava com máquinas pesadas, relacionou o problema com as ondulações do terreno e as condições daquele trabalho. Leia mais…


