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Os corruptos, o ónus da prova e a presunção de inocência!

Por Jornal domingo
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Chimoio foi uma prova de vida, de vitalidade, e ao contrário de outros, que levam bidões de gasolina para incendiar as discussões internas, a Frelimo ajuntou 3000 almas, cada uma com a sua sentença, é verdade, mas todas elas flautas do mesmo diapasão, de 1962, ano da sua fundação, com chamadas importantes para matérias como a corrupção, traficâncias e condutas afins, incluindo o sabujismo lambe-botas!

cluindo o sabujismo lambe-botas! Bula-Bula confessa que gostou do combate enunciado por Chimoio, até porque acha que estas lutas fazem sempre sentido, em todos os momentos, em todas as etapas, Samora apelidava-as de “purificação das nossas fileiras”, quando desencadeou a Ofensiva Política e Organizacional, aplaudida pelo povo e também por Bula-Bula.

As depurações vêm de longe, dos tempos da luta de libertação, de Nachingweia e outros mais, que permitiram a higienização das fileiras, repelindo predadores de toda a sorte, hienas famintas de poder e de dinheiro, usando o Estado para enriquecimento ilícito, outros arriscando-se nos meandros do crime para satisfazer apetites, tudo em prejuízo do povo.

Chimoio lança a réplica da luta pela profilaxia, pela erradicação da corrupção, mas Bula-Bula acha que ela deve ser doutrinada por regras, por auditorias pressupostas pelos estatutos de um determinado partido, no limite determinadas pela Procuradoria, que tem um braço, amplo de teias e redes, o gabinete de combate à corrupção, e uma Polícia, o SERNIC, que muitos infractores tem apanhado, marginais de má catadura, cujo lugar é mesmo a cadeia e não um assento e um cartão de membro da Frelimo!

Depois de Chimoio, da declaração de guerra aos corruptos, aos malandros e aos puxa-saco, bajuladores de carreira e carteira profissional, Bula-Bula ficou um pouco preocupado com a prontidão combativa de alguns dos membros, jovens impetuosos, com muita disposição e viço, que dispensam regras e fazem insinuações sobre outros, camaradas mais florescentes, mais de posses e de pujança financeira.

Bula-Bula não gosta de corruptos, tem aversão pelos mesmos, repugnância por aqueles que enriquecem de forma ilícita, mas não é por isso que sai pela rua a desdenhar todos aqueles que apresentam sinais exteriores de riqueza, abotoada ao erário público, ou de se terem beneficiado do descaminho alfandegário para abrir uma universidade!

Bula-Bula é daqueles que também acha que a presunção de inocência é um princípio jurídico fundamental, que qualquer pessoa acusada, sendo membro da Frelimo, rica ou pobre, é considerada inocente até que seja julgada, condenada e a pena transitada em julgado.

É assim que deve ser, porque o contrário, como se quer iniciar o combate à corrupção, com insinuações e sugestões, corremos o risco de desencadear uma medieval caça às bruxas, onde os acusados passariam a ter o ónus de provar que são inocentes, e não o Estado!

Para o mais, contem com Bula-Bula para denunciar os corruptos, dentro de regras, do princípio da presunção de inocência e de o acusador ter o ónus de produzir as provas que incriminem os corruptos!

Como dizia Samora, “vamos purificar as nossas fileiras”…

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