As comunidades que vivem na zona-tampão do Parque Nacional de Chimanimani, no distrito de Sussundenga, província de Manica, foram desafiadas a aumentar a produção de alimentos, através da agricultura sustentável, como forma de abandonar actividades nocivas à conservação da biodiversidade. O desafio foi lançado, semana finda, em Muoha, Sussundenga, por Eduardo Baixo, ponto focal operacional do Fundo Global do Meio Ambiente(GEF) e chefe de Repartição de Mitigação e Desenvolvimento do Baixo Carbono, durante a visita de monitoria ao projecto.
Falando às comunidades do posto administrativo de Tsetsere, Baixo defendeu que o investimento em machambas produtivas, agro-florestas e culturas resilientes ao clima é a melhor forma de garantir a segurança alimentar e reduzir a pressão sobre os recursos naturais do parque.
“Quem produz mais e melhor na sua machamba, não precisa entrar no parque para caçar, fazer garimpo e cortar madeira ou abrir novas áreas de cultivo. Conservar o espaço é garantir água, chuva e futuro para todos”, referiu, ajuntando que as mudanças climáticas são uma realidade, “por isso que é muito importante unirmo-nos e cada um trabalhar no seu sector de actividade com vista a mitigar seus efeitos”.
O Parque Nacional da Chimanimani é uma área de grande importância para conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos, mas enfrenta pressões como a caça furtiva, o abate de árvores e a agricultura itinerante.



