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Versão barulhenta da teoria da espiral do silêncio

Por Jornal domingo
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Notificado pelo Tribunal Supremo, Venâncio Mondlane é acusado de cinco crimes, entre eles o de incitamento à violência e terrorismo, factos que datam das famigeradas manifestações pós-eleitoral. O Conselho de Estado, ao qual pertence na qualidade de segundo candidato presidencial mais votado, já lhe retirou a imunidade para que possa responder em tribunal.

Ao invés de se ocupar com a sua defesa, na corte, acusado e apaniguados parecem ter adoptado uma inversão estratégica da teoria da espiral de silêncio, tal como Bula- -Bula a conhece da cientista política alemã, Elizabeth Noelle-Neumann, estes outros usando influenciadores digitais para costurarem a narrativa de que o agora arguido presidente do Anamola está a ser perseguido e que tudo não passa de uma gigantesca conspiração para impedir a sua provável candidatura no próximo pleito.

Bula-Bula nem sequer quer comentar sobre estes pretensos embrulhos para o afastar de quaisquer que sejam as candidaturas, para uma qualquer autarquia ou para a Presidência da República, e acha que o indiciado Venâncio Mondlane deve responder na judicatura pelos crimes de que é acusado, seja até para merecer o assento que tem no Conselho de Estado que, convenhamos, não pode ser refúgio de incitadores e terroristas!

Quanto aos protagonistas da inversão da teoria da senhora Elizabeth, Bula-Bula não ficaria assim tão animado com os resultados da instrumentalização. Os jovens, a quem se dirige a narrativa da perseguição, da vitimização, estão agora mais interessados em pôr o pão de cada dia na mesa do que em arruaça, até porque muitos deles foram vítimas dessa balbúrdia, “povo no poder”!

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