O grupo de investidores sul-africanos do projecto turistico conhecido por Baleia à Vista, localizado na área balnear da Ponta do Ouro, decidiu denunciar o caso ao Procurador-Geral da República (PGR) e à Direcção Geral do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), devido a um suposto “agravamento de fraude imobiliária” de vários milhões de dólares de que dizem ser vítimas.
Trata-se de um caso que se arrasta há vários anos, com vários processos judiciais e de repetidas denúncias criminais, sendo que o aspecto mais preocupante “é que diversas queixas-crime apresentadas ao Ministério Público desapareceram repetidamente da Procuradoria”.
Apontam ainda que a denúncia mais recente foi apresentada em Fevereiro de 2026, porém, conforme referem, não deu origem a qualquer investigação significativa. Também alegam que a prolongada ausência de progressos criou uma séria percepção de que o seu oponente no caso possa estar a beneficiar da protecção.
Na sua missiva à PGR e ao SERNIC, os mesmos detalham um conjunto de situações que entendem como irregulares e solicitam a realização de uma investigação criminal independente.
Este caso foi amplamente divulgado pelo domingo nos últimos anos e opõe um grupo de cerca de 40 investidores sul-africanos a um cidadão moçambicano que lhes terá sido apresentado como jurista para tratar da formalização da estância turística “Baleia à Vista”, que congrega um complexo turístico com 12 casas de praia e várias infra-estruturas anexas, que culminou com uma suposta troca de titularidade do projecto em benefício do suposto jurista contratado.
Na sua carta ao PGR e ao SERNIC, o referido grupo de investidores sublinha que está “totalmente disponível para fornecer toda a prova documental, processos judiciais e demais informações de apoio que venham a ser necessários às autoridades responsáveis pela investigação”.


