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Moçambique deve reforçar reformas para impulsionar investimento

Por Jornal domingo
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Moçambique reúne condições favoráveis para acelerar o desenvolvimento económico, mas precisa consolidar reformas estruturais e reforçar a implementação de políticas para criar um ambiente de negócios mais previsível e atrativo ao investimento.

A posição geográfica estratégica, abundância de recursos naturais, expansão do sector energético e uma população maioritariamente jovem são apontados como os principais activos do país para sustentar o crescimento a longo prazo.

Este posicionamento foi partilhado hoje, em Maputo, pela representante dos parceiros da União Europeia, Paula Vazque, durante a Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que decorre sob o lema: “Produzir, Transformar e Competir: Construindo uma Economia Forte e Resiliente”.

Segundo ela, apesar deste potencial, o país continua a enfrentar desafios que condicionam a actividade empresarial.

Entre eles destacam-se as restrições cambiais, as pressões fiscais, os impactos das alterações climáticas e um contexto de incerteza económica, factores que influenciam as operações das empresas e as decisões de investimento.

“Dados recentes da Pesquisa Empresarial do Banco Mundial indicam que as prioridades do sector privado em Moçambique evoluíram nos últimos anos. As empresas defendem maior previsibilidade das políticas públicas, simplificação administrativa, transparência, melhor acesso ao financiamento, consistência na implementação das reformas e condições de mercado mais justas”.

Para Vasquez, as reformas já em curso representam um passo importante para melhorar o ambiente de negócios.

No entanto, os seus benefícios dependerão da capacidade de garantir uma implementação eficaz, sustentada por uma forte coordenação institucional, definição clara de prioridades e monitorização dos resultados alcançados.

A fonte sublinha ainda a importância do diálogo permanente entre o Governo e o sector privado, considerando que Moçambique possui uma tradição de cooperação construtiva entre as duas partes. O desafio passa agora por transformar esse diálogo em acções concretas, com metas mensuráveis e acompanhamento contínuo das prioridades acordadas.

Entre as recomendações apresentadas, a representante dos parceiros da União Europeia destaca a necessidade de preservar a estabilidade macro-económica, através de uma gestão fiscal sólida, sustentabilidade da dívida pública e maior disponibilidade de divisas, condições consideradas fundamentais para estimular o investimento e a expansão das empresas.

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