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FÓRUM DE NEGÓCIOS DA MATOLA: Mais investimentos para província de Maputo

Por Jornal domingo
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O Governo apresentou hoje, em Maputo, os sectores estratégicos para impulsionar investimentos na província de Maputo, no prosseguimento do segundo dia do Fórum de Negócios e Feira Empresarial da Matola – 2026. Com efeito, foram definidos cinco sectores para possíveis investimentos, nomeadamente, a agricultura, o turismo, a indústria, a logística e os serviços.

O director da Divisão de Estudos e Planificação da Agência de Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX), Júlio António, explicou que a província alcançou o seu pico de investimento em 2022 e que ao longo dos últimos cinco anos, foram aprovados cerca de dois mil milhões de dólares americanos, distribuídos por 366 projectos de investimento.

Com a realização do fórum, o Executivo espera inverter esta tendência e atrair mais investimentos para a cidade da Matola, para toda a província de Maputo e para o país.

“Moçambique dispõe de um enorme potencial, com cerca de 36 milhões de hectares de terras aráveis, dos quais apenas 15 por cento se encontram actualmente em exploração”, afirmou. Entretanto, as oportunidades concentram-se na produção de carnes vermelhas, avicultura e horticultura, sendo que o distrito de Magude apresenta condições favoráveis para o desenvolvimento de outras actividades.

No que diz respeito ao turismo, o Governo defende que a província reúne condições únicas para oferecer um produto turístico integrado, combinando praias, reservas naturais e ecoturismo. “A proximidade entre destinos como Ponta do Ouro e a Reserva Especial de Maputo são apontadas como uma das principais vantagens competitivas”.

Além do turismo de lazer, o Executivo considera existir espaço para investimentos em hotéis de negócios, sobretudo na Matola de modo a responder à crescente procura por infraestruturas destinadas ao segmento empresarial.

No sector industrial, o Governo pretende acelerar o desenvolvimento do Parque Industrial de Beluluane, identificado pelo Programa Nacional de Industrialização (PRONAI) como uma das principais plataformas industriais da província.

“Com a disponibilidade de novas áreas para instalação de empresas, o parque deverá acolher indústrias ligadas ao processamento agro-alimentar, farmacêutico à produção de vidro e outros ramos industriais, contribuindo para a diversificação da economia e a criação de emprego”, concluiu Júlio António.

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