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ROUBOS NAS MACHAMBAS: Não há sossego no Vale do Infulene

Por Luísa Jorge
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Agricultores do Vale do Infulene estão a somar prejuízos na produção devido a roubos nas machambas durante as madrugadas frias dominantes neste Inverno. Frustrados com a situação, apontam o dedo acusador à associação local (que os tutela), acusando-a de se manter de “braços cruzados” mediante as constantes denúncias.

Entretanto, esta devolve a imputação, alegando reportar às autoridades da Lei e Ordem, que até ao momento nada fizeram. Contudo, o relato sobre as intermináveis fragilidades que o vale possui propiciam aquela realidade. É que a lista de vulnerabilidades do espaço transforma aquelas machambas em presas fáceis dos predadores nas madrugadas.

Além da falta de iluminação, os vários pontos de acesso, a não apresentação dos novos trabalhadores das plantações à comunidade camponesa e o crescente individualismo são os pontos mais críticos. Com cerca de 40 hectares de extensão, as machambas do vale são exploradas por cerca de 360 agricultores, dos quais 260 mulheres e 100 homens. São na sua maioria famílias com mais de três décadas de histórico de trabalho naquelas terras e organizados em associação desde 1982.

No entanto, 44 anos depois, os agricultores que interagiram com o domingo subscrevem a máxima segundo a qual “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Isto porque o espírito do associativismo parece desintegrar-se dos membros, dando lugar ao individualismo. Sinal de que o sossego de quem ali produz há muito que desapareceu. “Pedimos socorro porque a onda de roubos nas machambas está a cada dia a piorar.  Leia mais…

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