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Roubos no mercado do Zimpeto

Por Jornal domingo
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TEXTO DE REGINA NAETE

A falta de segurança no Zimpeto, um dos maiores mercados da capital do país, é um problema que preocupa diversos utentes daquele ponto de vendas. Sair do local com a mercadoria intacta tornou-se uma tarefa que exige não só atenção redobrada, mas também estratégias bem-desenhadas.

Naquele cenário de muita agitação, correria e procura por produtos, surgem os “Gai-Gai”, jovens que, além de se oferecerem para ajudar a transportar as compras, também servem de guia para quem não domina os pontos de venda de determinados produtos.

Alguns são honestos, comprometidos com seu trabalho e clientes. Outros, porém, vêem naquele ofício uma oportunidade para ganhar dinheiro de forma ilícita, ou seja, furtando mercadoria de quem, de boa-fé, opta em depositar confiança nos seus serviços.

Para quem é distraído, os ajudantes malfeitores deixam-no terminar as compras e a caminho da saída do mercado, rumo ao parque dos transportes, simplesmente desaparecem com os produtos sem deixar sequer um rastro. Num piscar de olhos, infiltram-se na multidão e, quando o cliente apercebe- -se, já é tarde demais. São inúmeras as estórias vividas e contadas naquele local, que obrigam a quem se faz ao mercado a redobrar a atenção ou definir formas de controlo e transporte dos seus produtos.

Sara Cumbane foi vítima por duas vezes consecutivas. É comerciante de vegetais, hortícolas e frutas. Numa das suas viagens ao mercado, foi abordada por um jovem que se ofereceu a carregar sua mercadoria, que, por sinal, era numerosa e de difícil transporte.

Sem sequer fazer ideia das intenções maléficas, Sara entregou boa parte do que havia comprado naquela manhã para abastecer sua banca. Conta que o indivíduo não apresentava nenhum comportamento duvidoso, pelo contrário,“… ele até ajudou-me a escolher produtos de qualidade a preços acessíveis”, conta a vítima. Leia mais…

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