“Apresença feminina no sector operacional representa um grande avanço nos últimos tempos, até porque homens e mulheres devem ter as mesmas oportunidades dentro da área”, palavras de Nishella Nhancule, operadora de máquinas há dois anos, no Porto de Maputo.
Com efeito, Nishella rejeita a ideia de que determinadas funções sejam marcadamente masculinas, pois, conforme observou, numa breve conversa com o domingo, “tudo tem a ver com o aceitar desafios”. E ela é uma mulher que manuseia máquinas. Fá-lo reconhecendo que ainda existe preconceito em relação a isso, sendo que, “quando iniciei as operações, muitos colegas diziam que não era capaz, entre outros comentários”, revela.
Nishella, de 29 anos de idade, tem o nível médio em Relações Públicas e Marketing, e Contabilidade Geral e Financeira, pela Escola Superior de Economia e Gestão (ESEG). Recorda-se do momento em que chegou ao Porto de Maputo, em 2024, à procura de emprego. “Quando submeti os meus documentos não sabia que iria operar máquinas. Aceitei e passei pelas entrevistas, testes e formações dentro da área”, cita. Entretanto, admite que entrar para a área operacional foi uma mudança inesperada. “Foi um mundo novo para mim”. Desafios foram vários, mas destaca o manuseio da pá mecânica. Leia mais…



