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NA PROVÍNCIA DE MANICA: “Mais Estradas 2031” sem lugar a indemnizações

Por Jorge Rungo
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A governadora da província de Manica, Francisca Tomás, entende que a reabilitação e construção de estradas no âmbito do “Programa Acelerado de Reabilitação e Construção de Estradas Nacionais 2026-2031”, também conhecido por “Mais Estradas 2031”, não deve incluir o pagamento de indemnizações àqueles que construírem infra- -estruturas ao longo dos troços abrangidos.

“Não iremos indemnizar a ninguém. Há muita gente que, quando se anuncia a construção ou reabilitação de estradas, se apressa para construir nos trajectos e exigir compensações. Não vamos indemnizar”, disse a governadora durante o encontro com representantes dos empreiteiros realizada na tarde de sexta-feira.

Para o caso desta província, está projectada a construção e reabilitação de pelo menos 274 quilómetros (km) no âmbito desta iniciativa que foi lançada recentemente pelo Presidente da República, Daniel Chapo, na cidade da Beira, província de Sofala.

O mesmo tem estado a atrair a atenção de vários empreiteiros, sendo que, no caso da província de Manica, 22 empresas já adquiriram Cadernos de Encargos para os cinco lotes disponíveis, nomeadamente os 42 km que perfazem a estrada Chimoio- -Macate, 36 km da via Espungabera-Inhacufera, outros 70 km de Inhacufera até Chibote, 74 km da estrada Chibote-Chibabava e 50 km da via Dombe- -Chitrausse.

Francisca Tomás referiu que o processo que culminou com a selecção das estradas a serem intervencionadas resultou de uma análise equilibrada que combinou o impacto social e o retorno económico, capaz de garantir uma distribuição equitativa dos benefícios em todo o território nacional.

Este conjunto de rodovias faz parte de uma rede de estradas classificadas que se estendem por cerca de 2400 km existentes na província, das quais 69 por cento não são revestidas, o que faz com que tenham uma elevada vulnerabilidade a chuvas, eventos climáticos extremos e custos de transporte de mercadorias.

A esta rede somam-se aproximadamente 536 km de estradas não classificadas, totalizando cerca de 2980 km. “Estes números demonstram claramente a dimensão do desafio que temos pela frente tendo em conta a localização geoestratégica privilegiada de Manica no contexto nacional e regional, um corredor de extrema importância para o comércio, transporte e circulação de pessoas e bens entre o país e os estados da região Austral da África”, disse Francisca Tomás. Leia mais…


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