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LIGADA AO TRÁFICO DE DROGA: Foi presa e absolvida mas ficou sob suspeita 15 anos

Por Benjamim Wilson
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Uma encomenda expedida, a partir do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no Brasil, foi o tónico que condicionou a vida de uma cidadã que permanceu 15 anos a responder à justiça, em relação a um caso que a colocava sob suspeita de envolvimento no tráfico de droga. Na semana passada ficou a saber do veredicto da Sétima Secção Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo (TJCM).

O caso arrasta-se desde 29 de Novembro de 2011, registado no terminal de cargas postais dos Correios de Moçambique, na baixa da cidade de Maputo.

A arguida, apesar de absolvida, não conteve a emoção e se desfez aos prantos na sala de julgamento pelo facto de, entre outros motivos, responder durante um longo período, dos quais dois anos ficou encarcerada atrás das grades. Qual sufoco, conforme frisou a visada na fase da produção da prova, muitas coisas estranhas levaram- -na a ser implicada num caso que a justiça veio reconhecer a ocorrência de muitas falhas, incluindo investigação que ficou por ser levada a cabo.

O que chegou a dizer em sede de audiência de discussão e julgamento, numa apertada tentativa de se livrar da acusação, não foi, nada mais, nada menos, que as provas materiais teriam sido forjadas, numa cabala para implicá-la numa tentativa de tráfico de substâncias psicotrópicas.

Na sequência do interrogatório, foi a ponto de responder que a embalagem expedida a partir daquele país da América Latina havia sido violada quando lhe foi apresentada pelos agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). Isso disse de boca cheia, perante a condição de se eximir de eventual culpa.

DETENÇÃO

O caso tem raízes nos cartéis ligados ao crime transnacional de drogas, a partir do Estado de São Paulo, de onde um remetente, alegadamente, adulterou referências e identidades, colocando- -as numa encomenda que supostamente se destinava a arguida. Tudo batia certo quanto à identificação, domicílio e número de telefone, mas o que não fazia jus prende-se com o conteúdo da embalagem, a qual tinha nada a ver com a destinatária.

Sustentava, insistentemente, a arguida que, depois de receber a chamada a partir dos “Correios”, imediatamente suspeitou que se tratava da encomenda que estava à espera, no âmbito de um negócio de cabelos que abrira com uma amiga de infância, a qual fixou residência nas “Terras de Vera Cruz. Leia mais…

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