Abusca pelo afecto de um homem tem levado algumas mães a inverterem as prioridades na família. Enquanto faltam cadernos, lápis e esferográfica na mochila das crianças, por alegada falta de dinheiro, a coisa muda de figura quando recebem o marido alheio em casa, numa clara tentativa de o agradar e puxá-lo para si.
Do outro lado da história, estão homens que se aproveitam desta dedicação. Entende-se até que eles agem como verdadeiros estrategas, quando o assunto é forrar o estômago e poupar o próprio bolso. Alguns orientam-se através da divisão administrativa da cidade e até do país para garantir um prato de comida a custo zero. Tudo depende da profissão e da possibilidade de deslocações em missão de serviço. Têm amantes espalhadas por diferentes bairros, cidades, províncias…. Mas também existem os que, diariamente, recebem marmitas no local de trabalho.
Portanto, mais do que uma questão do coração, trata-se aqui de tácticas de sobrevivência, num cenário em que são tratados como reis, com direito a um copo de vinho ou uma garrafa de cerveja, o que torna o pacote quase completo.
Contactada pelo jornal domingo, a vovó Amélia observa que, na verdade, são vários factores que devem ser tidos em conta quando se debate estas questões. Aponta situações em que, de facto, a mulher se esmera para ter o homem para si, mas a relação acaba girando apenas numa “troca de favores”. Assim, por um lado, “elas fazem ‘mafanjharas’ e o homem não sai de lá, como se gostasse dela, mas o verdadeiro objectivo é comer de borla”. Por outro lado, “há casos em que o sangue dos dois combina, então isso acaba causando problemas, pois eles não conseguem se largar, fazendo a dona do marido sofrer”.
Seja como for, a vovó afirma que amantizar não é uma atitude positiva, não obstante o facto de “estar na moda”; “e não é de hoje”, sublinha. Acrescenta, em seguida, que “infelizmente os homens – mesmo tendo uma boa mulher em casa – procuram outras. Ninguém consegue acabar com estas manias. As mulheres devem ficar espertas”, rendeu-se.



