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“Humilhado”, Trump “pune” Alemanha com retirada de cinco mil soldados

Por Edson Muirazeque
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Os EUA anunciaram, recentemente, que vão retirar cinco mil soldados da Alemanha. A decisão surge, segundo o porta-voz do Pentágono (sede do Ministério da Defesa), Sean Parnell, “na sequência de uma análise minuciosa da presença militar do Departamento na Europa e reconhece as necessidades e condições no terreno”. A expectativa, segundo Parnell, é que a medida seja efectivada num prazo de 6 a 12 meses.

A decisão ganhou rapidamente contornos políticos que vão além de uma simples revisão militar. Embora o Pentágono tenha apresentado a medida como parte de uma “análise minuciosa” da presença americana na Europa, o contexto em que ela surge sugere que factores políticos — e, em particular, tensões pessoais — desempenharam um papel relevante.

O anúncio ocorre num momento de deterioração das relações entre Donald Trump e o chanceler alemão Friedrich Merz. No centro da controvérsia estão as declarações de Merz que afirmou que os EUA estão a ser “humilhados” na guerra contra o Irão. Esta declaração de Merz não apenas criticou a estratégia americana, mas também colocou em causa a imagem de força e liderança que Trump procura projectar no cenário internacional. É caso para dizer que, “humilhado”, Trump “pune” a Alemanha com a retirada de 5000 soldados.

Desde que os EUA iniciaram a sua guerra contra o Irão, sem consultar os seus aliados do braço armado dos EUA/Ocidente, a Organização do Atlântico Norte, Trump tem estado em quase constantes rixas com os líderes dos países aliados mais próximos dos EUA na Europa. Trump continua a criticar publicamente o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pela sua posição sobre a guerra contra o Irão, acusando-o de não ter auxiliado Washington no conflito e de não ter ajudado os EUA a reabrir o Estreito de Ormuz.

Dias após o início da guerra – e depois de Starmer se ter recusado inicialmente a permitir que as forças norte-americanas utilizassem bases militares britânicas para ataques contra o Irão – Trump descreveu o líder britânico como “não sendo Winston Churchill”. Trump atacou igualmente a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que num passado recente a havia declarado como a sua líder europeia favorita, depois dela ter criticado a guerra contra o Irão. Sobre a reacção da liderança da Espanha, Trump a considerou como tendo sido “horrível, absolutamente horrível”.Leia mais…

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