O governo da África do Sul recorreu, há dias, à Suprema Corte para tentar impedir o leilão de 29 bens pessoais do antigo Presidente Nelson Mandela, nos Estados Unidos da América
Entre os bens estão a carteira de identidade de Nelson Mandela, peças de vestuário, manuscritos e presentes oferecidos pelos antigos presidentes norte-americanos Barack Obama e Bill Clinton.
A Agência do Património da África do Sul (SAHRA) e o Ministério da Cultura alegam que os objectos fazem parte do património nacional e que a sua exportação sem autorização constitui uma violação da legislação do país.
Segundo a imprensa estrangeira, o leilão é organizado pela casa Guernsey’s, de Nova Iorque, em parceria com Makaziwe Mandela, filha do antigo presidente sul-africano.
As receitas do leilão seriam destinadas à construção de um jardim memorial em Qunu, local onde Nelson Mandela nasceu. O processo de venda já foi suspenso por duas vezes desde 2021.
Refira-se que em Janeiro último, o Supremo Tribunal de Apelação rejeitou um recurso apresentado pela SAHRA, alegando falta de provas que demonstrassem que cada um dos objectos constituía património protegido.


