TEXTO DE GENÉZIA GERMANO
Faz 24 anos que Alcinda Armando Mazuze aguarda do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) o pagamento do subsídio de seis meses pela morte do seu marido, um enfermeiro de profissão. Até quando deve esperar? …eis a questão. Anos passaram-se, mas as memórias da morte do seu companheiro continuam intactas.
Foi no dia 10 de Fevereiro de 2000 que a vida de Alcinda Armando Mazuze mudou completamente. Naquela data não perdeu apenas o esposo com quem construiu uma família e partilhou sonhos, mas também a principal fonte de estabilidade do lar. Viu-se diante de uma realidade para a qual não estava preparada. Tornou-se a única responsável pelo sustento e protecção dos três filhos.
Sem apoio financeiro que esperava receber da Segurança Social, encontrou nos pequenos negócios uma alternativa para manter a casa. Contudo, os rendimentos obtidos não eram suficientes para responder às necessidades diárias. Convencida de que teria acesso ao subsídio de seis do INSS, Alcinda reuniu toda a documentação exigida e submeteu o pedido. Esperava que o apoio ajudasse a enfrentar os primeiros tempos após a perda do marido. Porém, o que acreditava ser um processo rápido, transformou-se numa longa espera.
Para muitas famílias, o subsídio de seis meses representa um importante mecanismo de protecção social, num dos momentos de grande instabilidade, sobretudo financeira. Entretanto, o benefício do mesmo continua distante.
Depois de entregarem os processos, permanecem sem qualquer indicação sobre quando terão acesso ao apoio. Esta é a realidade que Alcinda enfrenta há mais de duas décadas. Ou seja, até hoje continua sem uma resposta por parte do Instituto Nacional de Segurança Social, entidade responsável pelo desembolso do subsídio. Leia mais…


